O candidato ao Senado Sérgio Meneguelli (PSD) afirmou, em entrevista à TV Sim/SBT, que pretende cortar o que chama de "penduricalhos" caso seja eleito, repetindo uma prática que diz já adotar como deputado estadual no Espírito Santo.
Segundo ele, itens como carro oficial, ticket-refeição e parte da verba de gabinete — que, segundo o deputado, pode chegar a R$ 20 mil por mês e ser usada livremente — são exemplos de benefícios que abriu mão no mandato atual. Com isso, afirma economizar cerca de R$ 35 mil por mês aos cofres públicos.
"No Senado isso é bem mais", disse Meneguelli, ao defender que a mesma lógica de corte deveria valer também para o mandato de senador, caso seja eleito.
Para o candidato, políticos não deveriam ter privilégios além do salário. "Nosso salário é muito mais do que as pessoas ganham, então não tem porque ter privilégio, já que somos empregados do povo. O dinheiro sai do mesmo cofre que paga os garis, os professores, os policiais, ou seja, qualquer servidor. Esses jeitinhos têm que acabar, só o salário já dá para fazer um mandato", afirmou.
Ele completou dizendo que esses penduricalhos é o dinheiro que falta na saúde, que falta no postinho, que falta na merenda.
Investimentos em estradas do interior
Na entrevista, Meneguelli também disse que o interior do Espírito Santo precisa de mais investimentos e que uma de suas prioridades, caso eleito, será cobrar melhorias nas estradas do estado.
Como exemplo, citou o acidente ocorrido nesta semana em Ibatiba, na curva da Ferradura, na BR-262, e também mencionou a BR-259, rodovia que liga João Neiva a Baixo Guandu, como trecho que necessita de atenção.