O médico Adão Cellia, é um concretizador de sonhos. Durante anos, alimentou a ideia de produzir sua própria cachaça. Viajou pelo país conhecendo produtores, estudou, analisou, buscou terreno e encontrou a fazenda Tupã, em Linhares.
O tempo passou, e os rótulos do Alambique Princesa Isabel passaram a colecionar prêmios no Brasil e no exterior, como o Grande Ouro do Concours Mondial de Bruxelles 2021. A mais recente conquista nacional é o Duplo Ouro do New Spirits 2026, com a Princesa Isabel Nebbiolo, que tem relação direta com o novo projeto de Adão e de seu filho, Pedro Cellia: uma linha de vinhos tintos.
A ideia surgiu há cerca de um ano, durante uma viagem pela região de Valpolicella, na Itália. Apreciadores de vinho, Adão e Pedro voltaram decididos a aproveitar a estrutura de vendas e distribuição que já atende seus outros produtos: as cachaças, o gim Mar e a vodca Amplify.
Foi assim que os caminhos da cachaça levaram ao vinho. A Princesa Isabel Nebbiolo é maturada em barris já usados pela vinícola Viapiana, de Flores da Cunha (RS), no amadurecimento de tintos da uva Nebbiolo. A proximidade com os produtores gaúchos levou a dupla a adotar dois vinhos da Viapiana para o lançamento do Casa Ceglia, rótulo que homenageia o sobrenome original da família e a imigração italiana para o Espírito Santo.
Os dois vinhos acabaram de chegar ao mercado. O plano, porém, está só parcialmente concretizado: o próximo passo é desenvolver, em parceria com a Viapiana, novos rótulos. Pelo visto, Adão e Pedro não param de sonhar.