Polícia Rio Bananal
Cadela morre após ficar hospedada em pet shop de Rio Bananal; tutora denuncia suspeita de maus-tratos
Animal de pequeno porte foi encontrado inerte e abafado em baia; segundo o relato, outra cadela também apresentou sinais semelhantes em exames
16/10/2026 18h00
Por: Redação

Uma cadela morreu depois de passar o feriado hospedada em um pet shop de Rio Bananal, no bairro São Sebastião. A tutora denuncia que os animais foram mantidos em condições inadequadas e suspeita de maus-tratos.

Segundo o relato, as duas cadelas, uma de pequeno porte e outra de médio/grande porte, foram deixadas no estabelecimento no dia 9 de outubro, para hospedagem durante uma viagem. A retirada estava combinada para segunda-feira (12). A diária custava cerca de R$ 300.

O que a tutora encontrou

Durante a hospedagem, a tutora pediu fotos e vídeos dos animais, mas diz que recebeu apenas um áudio informando que estavam bem. Ao chegar ao local, no dia 12, encontrou as cadelas na área de banho, e não no espaço de hospedagem. O ambiente estava fechado, escuro, abafado e com o ar-condicionado desligado, em um dia de calor intenso.

Os dois animais estavam em baias do mesmo tamanho. Para a cadela maior, o espaço era tão pequeno que ela mal conseguia se movimentar e demonstrava comportamento assustado. A de pequeno porte estava com os pelos molhados, sem movimentos e com o corpo flácido.

Atendimento veterinário

A tutora retirou os animais e seguiu imediatamente para uma clínica veterinária 24 horas, em Linhares. Mesmo com os procedimentos realizados, a cadela de pequeno porte não resistiu. De acordo com o relato, o quadro inicial era gravíssimo, com inconsciência, dificuldade intensa para respirar, hipotermia e hipoglicemia grave.

A cadela maior também foi examinada e, segundo a tutora, apresentou sinais iniciais semelhantes aos da que morreu. Ela sobreviveu.

Imagens das câmeras

A tutora afirma que o responsável pelo pet shop pagou as despesas do atendimento veterinário. Ao pedir as imagens das câmeras de segurança, porém, ouviu que os equipamentos estavam sem cartão de memória e que não havia gravações. Foram apresentadas apenas fotografias do sistema, com o último movimento registrado por volta das 7h do dia 12, horário diferente do informado pelo responsável, que disse ter deixado os animais nas baias por volta das 13h.