Polícia Linhares
“Achei que ele ia me matar”: mulher é espancada com barra de ferro por companheiro recém-saído da prisão, em Linhares
Vítima fugiu pelos quintais de vizinhos até a casa da irmã; suspeito, que havia deixado o sistema prisional poucos dias antes por agressão anterior contra ela, não foi localizado
17/10/2026 11h00
Por: Redação
Foto ilustrativa!

Uma mulher passou por momentos de terror nesta sexta-feira (16), no balneário de Pontal do Ipiranga, em Linhares. Ela foi espancada pelo companheiro com um pedaço de madeira e uma barra de ferro, e diz ter acreditado que seria morta. 

Segundo o relato da vítima, o suspeito havia saído do sistema prisional poucos dias antes, onde estava em razão de uma agressão anterior contra ela, que resultou em procedimento relacionado à Lei Maria da Penha. Os golpes atingiram várias partes do corpo, e o homem também teria tentado atingir os olhos da mulher.

Para escapar, ela gritou por socorro e fugiu pelos quintais de casas vizinhas, até chegar à casa da irmã, onde recebeu ajuda. Foi a irmã quem pediu socorro às autoridades.

Quando a ajuda chegou, a vítima estava caída no chão, com dores pelo corpo e dificuldade para falar por causa das lesões no rosto. Ela apresentava inchaço acentuado na face, principalmente no olho direito, e fortes dores na mandíbula, com suspeita de lesão. Também relatou suspeita de fratura em um dos braços, devido à intensidade da dor.

A mulher recebeu o primeiro atendimento de uma equipe do Samu e foi encaminhada ao Hospital Geral de Linhares para avaliação médica e tratamento. Não há informações sobre o estado de saúde dela até o momento.

A Polícia Militar foi acionada. Com a indicação da vítima, os militares foram até a casa onde o suspeito mora, mas ele não estava. Com a foto e os dados do homem, obtidos em sistema da polícia, fizeram buscas pelas imediações, sem sucesso. Até o fim das diligências, o suspeito não havia sido localizado. O caso é tratado como tentativa de homicídio.

Onde pedir ajuda

Em situações de violência doméstica, é possível ligar para o 190 (Polícia Militar), em caso de perigo imediato, ou para o 180 (Central de Atendimento à Mulher), serviço gratuito que orienta sobre direitos e encaminha denúncias.