
O presidente da Assembleia Legislativa e candidato a deputado federal, Marcelo Santos (União), tem adotado na campanha um tom pouco comum em tempos de política acirrada: mesmo sendo mais alinhado à direita, ele defende o equilíbrio nas escolhas ideológicas e pede que o eleitor olhe menos para a polarização e mais para os resultados entregues.
O recado tem sido repetido nos discursos e nas redes sociais. Em uma de suas postagens, Marcelo resumiu a ideia ao criticar a lógica de dividir a política entre "mocinhos" e "vilões".
"O que não dá é transformar tudo em uma briga ideológica para decidir quem é o mocinho e quem é o vilão. O eleitor precisa fazer sua parte: menos torcida, mais cobrança. Menos discurso, mais atenção aos fatos e aos resultados", afirmou.
O presidente da Assembleia também questiona o foco excessivo na disputa presidencial. Segundo ele, muita gente está mais preocupada com "quem vai ganhar a eleição para presidente" do que com "o rombo que Daniel Vorcaro deu ao aposentado".
Para Marcelo, enquanto direita e esquerda gastam energia se atacando, temas concretos, como "o buraco" deixado por Vorcaro, acabam ficando em segundo plano. A postura reforça a imagem de um político que tenta levar o debate para o que afeta a vida das pessoas, em vez de alimentar a briga de bastidor.
Na estrada, Marcelo tem repartido suas agendas entre o interior, onde reúne diversos aliados, e a Grande Vitória. Até o momento, foram poucas as aparições presenciais ao lado de seu candidato ao governo, Ricardo Ferraço (MDB). Mesmo assim, o parlamentar encontrou uma forma de manter o aliado presente: em cada encontro, abre uma chamada de vídeo com o emedebista para que ele deixe um recado aos apoiadores.
Em um eventual segundo turno, a expectativa é que Marcelo intensifique o corpo a corpo ao lado de Ricardo.