A agricultura do Norte e do Noroeste capixaba, região que tem Linhares entre os municípios de peso, aparece em destaque nos novos números da produção agrícola brasileira. O Espírito Santo colheu 871,4 mil toneladas de café conilon em 2025, alta de 32,6% sobre as 657 mil toneladas do ano anterior.
Os dados são da Produção Agrícola Municipal (PAM), do IBGE, e foram analisados pela Gerência de Dados e Análises da Secretaria de Estado da Agricultura (Seag). Segundo o levantamento, o Estado respondeu por 69,5% de todo o conilon produzido no país, ou seja, quase sete de cada dez toneladas saíram de lavouras capixabas.
No interior, o café está entre as principais atividades econômicas e move propriedades rurais, comércio, serviços, transporte e empregos.
Pimenta-do-reino também lidera
A pimenta-do-reino, cultura forte principalmente no Norte do Estado, subiu de 73,5 mil toneladas em 2024 para 83,5 mil em 2025, alta de 13,6%. O Espírito Santo é o maior produtor do país e responde por 61,5% do total nacional. Com isso, o Estado concentra mais da metade da produção brasileira tanto de conilon quanto de pimenta.
Mais de 1 milhão de toneladas de café
Somando conilon e arábica, o Estado colheu 1,07 milhão de toneladas de café em 2025, o que garante o segundo lugar nacional, com 30,7% da produção do país. Só o arábica somou 198,9 mil toneladas, o que coloca o Espírito Santo em terceiro nessa variedade.
Para o secretário estadual da Agricultura, Enio Bergoli, os números mostram uma agricultura diversificada e produtores que investem em tecnologia para ganhar produtividade. Ele afirma que o desafio agora é fortalecer as cadeias produtivas, ampliar a competitividade e agregar valor para gerar mais renda no campo.
Cacau e mamão
O cacau, outra cultura importante no Norte capixaba, cresceu cerca de 7,5% e chegou a 13,3 mil toneladas. O volume deixa o Estado em terceiro entre os maiores produtores do país, com 4,2% do total nacional. Tangerina, melancia e laranja também tiveram alta, enquanto banana, mandioca, cana-de-açúcar, tomate e milho variaram menos em relação a 2024.
No mamão, o Espírito Santo produziu 385,9 mil toneladas, ou 33,3% da produção brasileira, mais uma liderança nacional. A fruticultura tem peso especial no Norte do Estado.
Chuchu e inhame no topo
Desde 2025, o IBGE passou a acompanhar 12 novas culturas na PAM: abóbora, acerola, alface, cenoura, chuchu, cupuaçu, graviola, inhame, milho verde, morango, pimentão e repolho. Nas primeiras medições, o Espírito Santo ficou em primeiro lugar em duas delas: 140,5 mil toneladas de chuchu (31,3% do total do país) e 89,3 mil toneladas de inhame (30,1%). O Estado também aparece entre os maiores produtores de repolho, pimentão e morango.
Com a ampliação da pesquisa, fica mais claro que, apesar do peso enorme do café, a produção rural capixaba é diversificada e distribuída por várias regiões do Estado.