Polícia Linhares
Anúncio no Facebook imitava pousada real de Santa Teresa; golpe deu prejuízo de R$ 800 a moradora de Linhares
Página falsa se passava por uma pousada, cobrou pagamento via Pix e só foi descoberta dias depois, quando a vítima confirmou a reserva diretamente com o estabelecimento verdadeiro
29/09/2026 08h18
Por: Redação
Direito do Consumidor — hospedagem - (crédito: Caio Gomez)

Uma moradora de Linhares, foi vítima de um golpe aplicado por uma página falsa no Facebook, que se passava por uma pousada, em Santa Teresa. A reportagem apurou que o caso ocorreu em setembro e resultou em um prejuízo de R$ 800.

Segundo apurado, a vítima viu um anúncio patrocinado no Facebook, em uma página chamada "Chalé Recanto Tabocas Reservas", que usava fotos, logomarca e conteúdos do estabelecimento verdadeiro, além de indicar a localização correta em Santa Teresa, o que dava aparência de legitimidade à oferta.

Acreditando negociar diretamente com a pousada, ela fez uma reserva para o período de 25 a 27 de setembro. Para confirmar a hospedagem, foi orientada a pagar R$ 800 via Pix, usando como chave um CNPJ vinculado a uma conta do Banco Inter. O pagamento foi feito em 14 de setembro. Durante a negociação, também foi pedido que ela instalasse um aplicativo, mas ela não chegou a fazer a instalação.

Só no dia 24 de setembro, ao entrar em contato diretamente com a pousada para confirmar a viagem, a cliente descobriu que não havia nenhuma reserva em seu nome e que se tratava de um golpe aplicado por terceiros que se passavam pelo estabelecimento.

Após identificar a fraude, ela apurou que o CNPJ usado para receber o Pix havia sido aberto apenas um dia antes da transferência, com endereço cadastrado em Contagem, Minas Gerais, e atividade principal declarada como "outros alojamentos não especificados". A página falsa também publicava conteúdos voltados à divulgação de hospedagens, usando imagens do estabelecimento verdadeiro para reforçar a aparência de autenticidade.

No dia 25 de setembro, a vítima contestou o pagamento diretamente pelo aplicativo do banco de origem, alegando fraude. Ela também reuniu comprovante do Pix, registros da página no Facebook, conversas e outros documentos relacionados à negociação, que devem ajudar na apuração do caso e na tentativa de recuperação do valor.